COMUNICADO

Oi gente!

É provável que vcs notem que em alguns posts do blog há fotos que não aparecem ou não abrem ampliadas em outra janela. Nós tivemos problemas com a hospedagem dessas imagens, por isso algumas foram perdidas.
Já estamos trabalhando a fim de recuperá-las (temos backup, ainda bem!). O processo levará algum tempo, mas vai dar tudo certo.
Agradecemos pelo apoio recebido até o momento, e contamos com a compreensão de vcs. <3

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Tristeza do jeca

Dia desses li uma resenha que festejava tanto a base Teint Idole Ultra, da Lancôme, que fui dar uma olhada no(s) sites(s) pra ver as cores. 

Claro que, como sempre, fiquei indignada com as opções disponíveis pra nós, miseráveis monocromáticas brasileiras. "Escolha 'sua' cor: claro, médio ou escuro" - que geralmente significam "médio rosado", "médio-escuro bege", "médio-mais-escuro neutro", ou variações (bem pequenas) disso. 

E os nomes gente? Que tipo de marqueteiro tá convencido (todos?) de que a gente precisa é de nomes bizzaros que não dizem NADA sobre a cor em si, em vez de classificações simples como intensidade e tom (Mi, sei lá como se define isso direito, cor é com você rs), 1, 2, 3... 10, N, C, W... 

Pois é, pra mim isso é que nem entrar numa loja de sapatos, pedir um 36 e ouvir "36 não tem, pode escolher entre 'camelo elegante', 'favo de mel', 'sweedish almond' ou 'petit rouge'."   :O  É como eu me sinto.

Será que nós, brasileiras, consumimos tão pouca quantidade que não justifica a importação das linhas completas, ou é o contrário - não compramos mais maquiagem porque o que encontramos disponível aqui deixa a nossa aparência pior do que se estivéssemos sem nada? Sim, porque vai usar uma base de cor errada pra ver... A base chega antes da gente em qualquer lugar, né, só dá ela! 

Estrategicamente, não valemos a pena como mercado. Deve ser isso. Mas é curioso, o Brasil é um mercado crescente no setor de cosméticos, e me parece dificílimo desenvolver o hábito de consumir maquiagem se as pessoas acabam geralmente achando que de maquiagem ficam piores do que sem. 

Sei lá o motivo, mas fico puta do mesmo jeito com isso. Eu sei que não to falando nenhuma novidade, mas precisava desabafar, viu? #&*%¨#¨$*$&¨#@ >:(

É assim, pessoas, parece que somos um mercado profundamente desinteressante.

Alguém conhece alguma marca que nos dá um tratamento mais digno, ou que tem estratégia mercadológica diferente dessa e da qual se pode comprar maquiagem em cores decentes (além da MAC, que tem disponíveis aqui as mesmas cores que tem lá fora, e que afinal de contas trata os consumidores brasileiros do mesmo jeito que no mundo todo [modo ironia on])?

E pra não me emputecer sozinha, coloco aqui a imagem das bases nos dois websites: no brasileiro (desprezo no último grau pra Lancome :P), e no americano




 

7 comentários:

Regina N. disse... [Responder comentário]

Tb acho isso mto absurdo. A gnt paga tanto quanto ou até mais do que as consumidoras de outros países e só tem acesso a uma gama super restrita de cores. Como se todo mundo fosse da mesma tonalidade...

Bjos!

Renata Sabino disse... [Responder comentário]

Minha solidariedade... Sou "bege areia", achar base certa é luxo!
Meninas, tem um selinho pra vcs no meu blog!

Fodali disse... [Responder comentário]

Engracado isso... no mercado de videogames (to entendida por causa do vicio do marido) os gringos acham que o Brasil nao vale a pena, por causa da pirataria...

Ja com cosmeticos isso nao existe, nao tem maquiagem pirateada, e se tem, nao 'e na mesma proporcao que dvds e games.

Entao porque grandes companhias estrangeiras nao tratam o mercado brasileiro com mais dignidade? Nosso dinheiro e' tao bom quanto o de qualquer outro mercado consumidor!

Renata disse... [Responder comentário]

Renata, é bom saber! É bege claro ou médio? Porque se for claro, a gente pode trocar quando comprar errado. rsrs Os areias ficam amarelos em mim, sou rosa. :D

Denise Lopes disse... [Responder comentário]

Renata,
eu comprei uma base Teint Idole no morangão cor beige 300 e amei. Essa base realmente é ótima. Mas entendo perfeitamente o que vc quer dizer. Já entrei em lojas aqui e NUNCA tem cores suficientes das marcas estrangeiras para nós (vide base mousse da maibelline - também comprei fora porque as cores daqui não deram certo!!!)
Bjs

Vicky disse... [Responder comentário]

Renata, é mais complicado que isso. Para uma marca ir da Europa, ou dos EUA para o Brasil os produtos tem que ser modificados, ou como a indústria chama, aclimatados. Nao dá para vender a mesma fórmula porque os climas sao diferentes demais, e assim a necessidade da consumidora idem.

Trabalhei na fábrica da L'Oreal no Rio e era esse o trabalho das químicas e farmaceuticas no laboratório: pegar as fórmulas dos shampoos europeus e adaptar ao clima brasileiro. Se voce comprar o Elseve (Elvive?)no Brasil e na Franca, para cabelos compridos, mesma embalagem (embora nome diferente), voce vai perceber que nao é a mesma coisa. Eu nao sei em que essas modificacoes sao baseadas: pode ser política da empresa, exigencias sanitárias brasileiras ou pesquisa de mercado. Nao faco a mínima idéia. Só sei que isso é fato.

Eu moro no exterior há muitos anos, quando estava no Brasil só usava filtro solar, batom, rímel e lápis no dia a dia. Em Londres tinha que me maquiar todos os dias, passei a ter coisas que antes nem sabia que existiam, e nao conseguia sair de casa sem a make completa. Mas quando volto ao Rio, quando muito uso um pó por cima do filtro para controlar oleosidade. Nao consigo me maquiar no Brasil, nem perco mais meu tempo carregando minha necessarie primeiro porque tenho medo do calor estragar meus produtos, e depois, porque nao uso mesmo.

Renata disse... [Responder comentário]

Vicky, isso é verdade, mas não é o caso desses produtos. Os que são vendidos aqui são importados mesmo, não fabricados aqui. E a história das cores, então! Se fosse pra adaptar pra cá, acho que teria que ter mais cores ainda, já que aqui a miscigenação racial é muito maior.
maaaaaaaaaaaaas... :/

bjs

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