Essa semana eu li no blog da Dáfni, o Veramente Bella, que ela achou uma base excelente da Chanel. Já fui achando que era essa, mas ela estava falando da Mat Lumiére. A Dáfni prometeu fazer resenha da base dela, e eu prometi fazer da minha. Legal, porque são duas bases das quais a gente ouve falar muito pouco, e a gente pode então compartilhar experiências com os produtos, pra que todo mundo possa comprar melhor e economizar dinheiro, principalmente quando o assunto são produtos de marcas mais caras que a gente tem muito mais receio de experimentar sem ter a menor idéia do que se trata.
Além disso, é mais fácil pra mim escrever quando alguém me pede uma resenha específica. Eu nunca sei o que pode interessar...
Já vou começar falando que estou usando essa base há vários meses, e de vez em quando pego alguma das outras que eu tenho, e acho tudo inferior, com exceção da Dermablend, que ainda acho comparável a esta em qualidade, mas que é um produto totalmente diferente, então a comparação nem vale. O resto das bases líquidas (Make Up For Ever HD, NARS Sheer Glow, MAC face & body, Burberry Sheer Glow, Guerlain Lingerie de Peau, Chanel Vita Lumière, por exemplo) é bem inferior a esta Lift Lumiére.
O básico:
O nome completo é Chanel Lift Lumière Firming and Smoothing Fluid Makeup. Foundation serviria, mas né… Que sei eu? É fluid makeup. Hm.
Depois disso, o que eu posso dizer? Lá vai:
Dura muito, cobre tudo, não acumula em linhas e poros, melhora a textura da pele, tem cor perfeita, não resseca a pele, não fica oleosa, é “empilhável” (adorei o termo, Renata!), facílima de aplicar, flexível, versátil (cobertura levíssima a muito alta sem ficar artificial), mistura-se com TUDO que eu testei (não tem essa de base silicone, base água, etc., ela simplesmente mistura perfeitamente com qualquer coisa, podendo, assim, ter a cobertura ou o acabamento modificado – de hidratante tinto a base matificante, base iluminadora ou de cor diferente, o que eu estiver com vontade), não transfere, não sai com água, não “pesa” na pele, é confortável, bem líquida e facílima de espalhar, elástica e desliza bem, mas sem deixar “falhas” (sabem aquelas que você passa uma segunda camada e leva junto a primeira? não acontece aqui), acabamento acetinado sem ser molhada ou peguenta, nem seca e unidimensional. Quer mais?
Os “bonus”:
Além do fato de atender as minhas expectativas e fazer bonito nos quesitos que eu geralmente acho importantes, ela tem alguns bonus.
Primeiro: ela tem uma cor meio “pêssego”*, que melhora minha aparência, sem deixar aquela coisa amarela/cinza/rosa/bege que é o horror que vem com tantas bases. Argh!
Terceiro: não sei se com vocês também é assim, mas comigo geralmente retocar base é sinônimo de desastre. Fica tudo manchado e irregular, base velha com retoque é pior que base velha. rs Com essa posso retocar e ela fica perfeita de novo, só com um tiquinho aqui e ali. Além disso, nos dias prolongados, se eu precisar dar uma refrescada geral, até um hidratante por cima “renova” a cara sem tirar quase nada da cobertura. É só espalhar de novo e tá tudo certo (isso facilita muito pra quem, como eu, retoca o protetor solar durante o dia).
Eu poderia ficar aqui horas escrevendo sobre mais detalhes, mas vou deixar só essas anotações mais breves mesmo, e se quiserem saber alguma coisa que eu não disse, podem perguntar que eu respondo, se souber. :)
Vou deixar por isso: HG (Holy Grail), pra quem não sabe, é um termo usado em blogs de maquiagem, muitas mais vezes mencionado no contexto “não foi dessa vez” do que no “achei”, justamente porque é único e dificílimo de encontrar. Quer dizer basicamente que é “o topo”, “não dá pra melhorar mais”, “achei o que parecia quase impossível”. Pra mim, é o caso dessa base.
Os “contras”:
- Só sai com demaquilante, mas isso é esperado, e quem quer uma base que dure bastante e bem na pele, sabe que é isso mesmo.
- É cara. US$65.
- Tem cores confusas, e a cartela é diferente em cada país. A minha é na cor Ivoire, ou intensity 1.0, ou 14. Em cada país tem um nome diferente, numeração diferente. A cor 0.5 (Faience), por exemplo, só tem em Singapura, no Canadá e talvez em algum outro país de língua estranha cujo site eu não conseguiria decifrar. Na “América Latina” consta no website que tem uma cor “opaline – 1.2”, que nos outros não tem. Então é uma confusão estúpida.
- É difícil encontrar essa base em lojas que entreguem no Brasil**. Se alguém souber e quiser deixar a dica nos comentários, vou achar ótimo, porque eu tenho certeza de que vou comprar mais vezes. No morangão tem, mas não tem minha cor. As outras, parece que tem todas, ou quase. Por um preço fabuloso, mas tem. (Alguém mais reparou que o morango subiu os preços pra estratosfera?)
- Não tem quase fotos na internet, tem que escolher no chute, caçando swatches, ou visitar uma loja que venda a marca no Brasil. No Karlasugar tem, mas a numeração que ela menciona é diferente da que aparece nos sites, mas os nomes são os mesmos. Incrível que essa base não é nova (2009), mas quase não se comenta dela pelos blogs. No Cafe Makeup tem swatches da cor “ivoire” (igual à minha) junto com outras cores semelhantes em outras bases da Chanel, o que é bom pra ter alguma referência, já que swatches de outras linhas da Chanel são muito mais fáceis de encontrar.
- Não gosto da embalagem. É linda e funcional, mas não dá pra ver quanto tem dentro do frasco.
- Causa dependência.
Tantas inconveniências… Vale o esforço? Na minha opinião, acho que já perceberam, vale.
Fico pensando: será que as lojas que representam Chanel no Brasil fornecem amostras? Alguém sabe? Eu não tenho a menor idéia, mas seria bom, hem?
*Minha cor, mesmo sendo a segunda mais clara, é escura pra mim. Mas eu adoro a cor apessegada dela e me faz bem, então misturo com um pouco de branco e fica mais que perfeita.
**A minha eu encomendei com a Shelly do CompraEUA Shop.
